Gostaria de desculpar minha longa ausência. Estava vivendo uma crise existencial, mas agora estou curada.
Então decidi iniciar uma série de postagens que me obrigará a escrever toda a semana para não deixá-los na mão.
Como explico no cabeçalho do Blog, não sou especialista na grande maioria dos assuntos dos quais trato nesse jornal, e a História da Arte é um deles. No entanto, através de minhas leituras e experiências, tomo a iniciativa de iniciar este breve e resumido curso.
Bem, mãos à obra:
Para começarmos a falar sobre arte, devemos esclarecer o que entendemos por arte.
Como bem colocou Gombrich em seu livro "A História da Arte", duas concepções são possíveis:
a) Arte como aquilo que é belo, que serve para decorar um salão luxuoso e encantar nosso olhos;
b) Arte como objeto de utilidade. " (...) como algo poderoso para ser usado e não como algo bonito para se contemplar." (Gombrich, E.H., 1999, p.40).
Tomemos como princípio a segunda definição (b) visto que a primeira nos remete à uma ideia muito recente do que é Arte que não nos deixaria compreender as primeiras manifestações humanas que estudaremos nesta primeira etapa da Série.
Aprendemos na escola que as pinturas encontradas nas cavernas a partir do século XIX eram meras representações do cotidiano daqueles povos. Esta informação não é de tudo errônea. Contudo, além de uma expressão, os homens primitivos acreditavam que as situações que pintavam na caverna se tornariam reais, ou seja, eles acreditavam na força da imagem.
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| Pintura em caverna; Lascaux, França. |
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| Cena de caça. Pintura rupestre. Espanha. |
- Caverna da Altamira na Espanha; (http://museodealtamira.mcu.es/)
- Caverna de Lascaux na França; (http://www.lascaux.culture.fr/)
- Caverna de Chauvet também na França; (http://www.culture.gouv.fr/culture/arcnat/chauvet/en/index.html)
- Gruta de Rodésia na África ;
- Parque Nacional Serra da Capivara no Piauí, Brasil. (http://www.fumdham.org.br/parque.asp) O Parque Nacional foi declarado em 2002 patrimônio cultural da Humanidade pela UNESCO.
Já que citamos o Brasil, cabe adicionar a informação sobre a suposta "primeira brasileira", nossa querida Luzia:
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| Crânio e reconstituição da face de Luzia. |
Vale lembrar que a própria Pré História da Humanidade (situada na era Cenozóica do período Quaternário) é dividida em três momentos:
1) Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico que vai desde a origem da humanidade até cerca de 10 mil a.C.;
2) Idade da Pedra Polida ou Neolítico;
3) Idade dos Metais que abrange os dois últimos milênios que antecedem o aparecimento da escrita (por volta de 3.500 a.C.).
Com o surgimento da escrita, o homem inicia uma nova fase denominada pelos historiadores como Idade Antiga, que é o tema de nosso próximo encontro.
Comecei a Série com a arte na Pré História não simplesmente para seguir um raciocínio cronológico; minha intenção era fazê-los enxergar a beleza fora dos parâmetros atuais. E essa sensibilidade de ver beleza nas coisas é algo que devemos desenvolver não somente para a compreensão da arte, mas para a compreensão da própria vida.
Muito obrigada.
Source:
GOMBRICH, E. H., A História da Arte, 16ª Edição, Rio de Janeiro, Editora LCT, 1999.
PROENÇA, Graça, Descobrindo a História da Arte, 1ª Edição, São Paulo, Ática, 2005.
FIGUEIRA, Garcia Divalte, História, Série Novo Ensino Médio, 1ª Edição, Ática, 2002.
http://www.historiadaarte.com.br/arteprehistorica.html



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