Charles Sanders Peirce( 1839-1914) foi um gênio americano do final do século XIX e início do XX que se dedicou dentre tantas coisas ao estudo dos signos. Não, não são os do zodíaco! Para Peirce, signo é linguagem, ou seja, tudo aquilo que gera comunicação: desde palavras até as células que formam um embrião.
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| Charles Sanders Peice- Filósofo Americano |
Assim sendo, ele se difere dos linguistas tradicionais que se limitam à linguagem verbal. Para Peirce, o homem interpreta tudo que o cerca numa concepção triádica da firsteness (primeiridade, secundidade e terceiridade). A Firsteness ou primeiridade seria o campo do sentimento, uma interpretação emocional como uma música, um poema, um quadro, um sabor ou um odor. É o campo dos sonhos, do irreal, das fantasias. É o lugar onde podemos ser e fazer tudo que quisermos, mais ou menos como nos sonhos de Dicaprio em seu último e premiado filme Inception (A Origem). Somos os donos do mundo e o destino se curva aos nossos desejos. Mas existe a Secundidade para nos trazer de volta à realidade. É a arena do cotidiano, é energia, movimento, dor. Quando tomamos consciência de que uma coisa existe de verdade, estamos na secundidade. Finalmente, Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo. É a previsão de fatos futuros baseado na experiência da Secundidade.
Agora, diga-me, caro leitor, qual das “idades” mais lhe atraí?
Quando Russel diz em seu texto Minha vida (primeira publicação desse blog) que dentre as três paixões que moveram sua vida (amor, conhecimento e compaixão), essa última sempre o trouxe de volta à Terra, referia- se à volta para as desgraças de nosso planeta: pobreza, morte e dor. E fala isso com um um grande ar de tristeza, pois se pudesse, ficaria para sempre na Primeiridade, aquela dos sentimentos mais nobres e das possibilidades jamais imagináveis. Entretanto, não nos é permitido a estada eterna nesse lugar tão almejado. Aliás, quanto mais tempo insiste-se em ficar nesse mundo, mais duro e difícil é irremediável volta à vida real. Foi esse o dilema que sofreu a personagem que representava a mulher de Dicaprio em A Origem.
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| Inception (A Origem) Filme |
“Ninguém disse que seria fácil, mas sim que valeria a pena.”
Muito Obrigada.
Source:
Aulas do Professor Gerson Tenório
Santaella, Lúcia Semiótica Aplicada. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.
Santaella, Lúcia O que é Semiótica. São Paulo: Brasiliense, 1983 (Coleção primeiros passos) Wikipédia Portugal : http://pt.wikipedia.org/wiki/Semi%C3%B3tica


Muito bom este artigo. Independente de se tratar de um assunto acadêmico, pode-se absorver uma reflexão,(e/ou explicação), correlata a acontecimentos atuais, exemplo disso foi o ocorrido em Diadema SP.Uma família religiosa resolveu rasgar dinheiro, picotar documentos, abandonar seus empregos e apenas com a roupa do corpo, saíram vagando a esmo pela cidade pregando sua fé apenas com a roupa do corpo e MAIS NADA!!!
ResponderExcluirGostei muito de sua citação sobre o filme "A Origem" como exemplo ilustrativo a fim de explicar melhor a Primeiridade. Ótima alegoria.
Meus parabéns professora Analice por seu BLOG e continue escrevendo mais artigos.
Um forte abraço.
Muito Obrigada, Fernando!
ResponderExcluirEstou aprimorando esse projeto a cada dia, mas saber que existem pessoas que se interessam me deixa ainda mais animada!
Abraços